segunda-feira, 7 de junho de 2010

008 – Cidade Verde – O apartamento

Primeiro vamos comemorar mais uma seguidora...
É a esposa do meu primeiro seguidor, mas conta...

É uma amiga de infância muito querida... E mais um sobrinho, continuando assim a linha familiar.
Que é uma linha como outra qualquer (rss)..

Mas tem mais novidades e das boas... Já temos mais três comentários...

Isto “Tá” a ficar bom...

Especialmente porque ninguém (pelo menos ainda) me “esculhambou” (rss)

Muito obrigado pelos comentários carinhosos, calorosos e encorajadores e pelas sugestões...

Relativamente à sugestão do Filipinho (meu filho) de fazer um artigo sobre a família como
"núcleo estabilizador de uma sociedade sem tempo"
quero vos dizer que essa será uma segunda parte do blog – era para ser surpresa, mas tudo bem – que versará sobre
“A minha sociedade utópica”
(se Platão tinha a sociedade dele eu também posso ter a minha rss)
em que debaterei esse assunto entre outros é claro...

Realmente estou demorando muito a postar e pasmem-se até comentários de anônimos estão começando a aparecer...
Sejam muito bem vindos...

Já atingimos mais de 3.500 visitas... E ainda não estamos oferecendo cafezinho grátis... rsss...
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Quero esclarecer que o projeto da minha (que se está transformando em nossa) Cidade Verde, está pensado para um clima tropical, onde o maior problema é o excesso de calor, mas por outro lado temos uma exposição solar privilegiada.

As soluções que trago, são:
simples
de fácil execução
totalmente viáveis
e

sem demagogias.

Verificarão inclusive que algumas são tão óbvias que nos perguntamos por que não estão atualmente em uso generalizado...
Outras incluem novas perspectivas e até filosofias, mas tudo tem que ter o seu equilíbrio, e não tem como fazermos omeletes sem ovos...
E neste caso específico sabemos que os ovos estão acabando...


Iniciando:
O apartamento


O projeto que fiz só contempla apartamentos de três quartos, um pouco compactos para se tornarem acessíveis, mas perfeitamente dentro dos atuais padrões do mercado (pelo menos o brasileiro).



Pressupondo que as pessoas que farão parte da cidade, estão devidamente educadas de forma a não contribuírem para expansão demográfica, tendo um a dois filhos por casal (quase uma realidade na classe média brasileira, embora por outros motivos), um dos quartos poderá ser usado para
local de trabalho.

Com o atual alargamento da banda da internet (100 MB prevendo-se para breve entrarmos na casa dos GigaBites), em que som, dados e imagem 3D, podem ser trocados com excepcional rapidez e qualidade, propicia cada vez mais o trabalho em casa, aumentando significativamente a qualidade de vida.

No condomínio está previsto um Home Office para receber clientes ou fazer reuniões mantendo assim a privacidade da família.

Para quem não tem ambiente familiar para o trabalho, poderá alugar uma sala no centro comercial do bairro, onde bastará atravessar a rua em frente ao seu condomínio para lá chegar.

O item mais importante que vos prometi no apartamento foi
o ar condicionado central,
funcionando com pouca energia solar, vamos ver como isso é possível num clima tropical.


Ar condicionado central



O primeiro e primordial item que temos que ter em consideração é o

isolamento térmico.

De nada adianta tentarmos climatizar um ambiente se este tiver
grandes perdas...

O efeito estufa (greenhouse effect) que todos nós já sabemos como funciona e que nos aparece quando deixamos os raios solares penetrar pelas janelas, e a transmissão de calor por condução e radiação, através de paredes expostas ao sol sem qualquer isolamento, são graves falhas nos projetos das casas e edifícios dos climas tropicais, obrigando ao
consumo exagerado do ar condicionado.

Na Europa todas as casas e prédios têm
paredes externas duplas ...


Necessitamos entender que muito embora se consiga uma leve redução térmica com a ventilação cruzada, que é muito bem vinda quando a temperatura está levemente acima do desejado, ela de pouco serve no caso de temperaturas elevadas ou na falta de vento.

Uma “frigoria” é muito mais cara que uma "caloria"
e se vemos a Europa despender tantos esforços para não deixar escapar uma caloria, por que não o fazer com as frigorias, sabendo que elas são tão mais valiosas?...

Isolamento

O isolamento das paredes é simples e pouco dispendioso.
A simples opção de parede dupla (tijolo de 3 furos + espaço de 5 cm + tijolo de 2 furos), que é extremamente barata, já faz toda a diferença.

Se adicionarmos poliestireno expandido (vulgo frigotermo ou isopor – dependendo do país) no espaço de 5cm acima referido, já obtemos um isolamento fantástico...

É barato e muitíssimo eficaz...

Nota: O poliestireno expandido tem um coeficiente de condutibilidade térmica semelhante à lã de vidro

Por este gráfico, ficamos com uma boa noção da condutibilidade térmica dos diferentes materiais...
Por aqui se vê que aqueles
5 cm de poliestireno expandido (isopor / frigotermo)
equivalem a uma parede de concreto com
2,5m tratando-se de barreira térmica...


Se a isso somarmos brises

ou vegetação que iniba a radiação solar direta, ou seja, se mantivermos as paredes na sombra, estaremos aumentando em muito a eficácia do nosso isolamento.

Outro fator que temos que levar em consideração, e que é também primordial, é o

isolamento do calor absorvido pelo telhado.




O recurso ao chamado telhado verde é a meu ver a melhor solução, (a laje do telhado é impermeabilizada normalmente com um material plástico e em cima dele é colocada terra e cultivada grama ou qualquer outra coisa - uma horta seria muito bem vinda).

A radiação solar é absorvida pelas plantas e terra, não deixando que seja repassada para a habitação e de quebra
devolve a área de ocupação do edifício ao cultivo.

Para quem não está lembrado esclareço que o dióxido de carbono existente em demasia nos centros urbanos é muito bem vindo na produção de vegetais, pois na sua alimentação (fotossíntese) o CO2 faz parte do cardápio principal.
Já vi programas em que se cogita a transformação de alguns prédios em autenticas fazendas urbanas, mas duvido que tal se concretize atendendo aos valores agregados em causa.

No caso de casas construídas em alicerces do tipo “radier”
(laje reforçada feita diretamente no solo onde as paredes são suportadas, muito comuns em solos arenosos e em casas de um só piso)

deverão ter cuidado para que o mesmo não sofra insolação e repasse o calor absorvido para a casa pelo efeito de radiação.

Nesta apresentação vamos encontrar muita informação sobre essas fugas:
http://lge.deec.uc.pt/ensino/geei/Docs/GEEI_edificios1_TSP_2004_2005.pps

Agora vamos ao outro item importante no isolamento

Janelas e portas.

A iluminação natural é muito importante no quesito saúde e poupança de energia, mas o temos que levar em consideração que
o vidro é um mau isolante térmico,
e ainda temos que lidar o
efeito estufa que ele provoca.
Para agravar a situação, sabemos que as
esquadrias de alumínio são altamente condutoras de calor
e embora existam algumas
com barreira térmica,
seria bom evitá-las.


O alumínio é totalmente reciclável e um excelente material, mas no seu fabrico ou mesmo na sua reciclagem são necessárias grandes quantidades de energia pelo que temos que levar isso em consideração se quisermos atingir a auto-sustentabilidade energética.

Será uma industria que pode viver na sombra das sobras noturnas de energia, que acontece nas hidroelétricas para manterem os caudais dos rios, ou da energia eólica...

Voltando às janelas...

A sombra continua sendo o melhor remédio.

Brises, vegetação e varandas, são recursos bem conhecidos e que resolvem muito bem o problema, mas em situações extremas, em que a fachada não possa suportar tais adereços,
o recurso às
“blue Windows”
pode minimizar em muito a situação.

Vamos ver o que isso é...

Há algum tempo vi um documentário na "Discovery Channel" que falava das “blue Windows”.
Era um empresário italiano que pesquisava o problema do isolamento térmico nas janelas e do maléfico efeito estufa nos grandes edificios comerciais, em conjunto com uma universidade dos Estados Unidos.

O nome surgiu pelo fato de eles visualizarem os resultados através de uma câmara de infravermelho e quando a janela apresentava um bom isolamento, a cor que aparecia na imagem era o azul (blue) em contraste com os amarelos e vermelhos retratados nas fugas.

Essas “Blue Windows” exploram positivamente o efeito estufa (greenhouse effect), ou seja, ao criar uma dupla parede de vidro, com separação de 15 a 20cm, faz com que o efeito de estufa se dê no interior deles, e dependendo da altura do ano, o calor lá acumulado, poderá ser usado para aquecimento (na altura do inverno) ou retirado (no verão).

Se esse vidro for duplo (ou insulado), ainda melhora o desempenho, embora os custos também aumentem substancialmente.

Como se pode verificar aqui neste gráfico, a parede dupla de vidro reduz de 2300W para 750W o fluxo de calor – ou seja uma
redução de 3 vezes.

Que se vem a traduzir pela
redução da necessidade energética de refrigeração de
3750 kw/h para 1200kw/h
mais de 3 vezes menos
uma poupança de quase 70%...

Se a isso nós somarmos o isolamento das paredes e o sombreamento, vemos que muito se pode poupar com pequenas medidas de relativo baixo custo, mas de
grande impacto energético.

Desperdício

Outro fator para termos atenção são as fugas...
De nada adianta termos grandes isolamentos se depois deixamos entrar o calor por aberturas ou frinchas.

O ar devido à sua pouca massa, troca muito rapidamente a sua energia, pelo que essas aberturas logo se transformam em
grandes fugas energéticas.

Na Inglaterra mede-se o índice de “estanqueidade” de uma casa, pela sua capacidade de vácuo, ou seja, pela sua capacidade de impedir que o ar frio externo entre e possa trocar energia com o ar interior.

Quando se aquece o ar, este dilata aumentando a pressão e logo procura qualquer fresta, e ao fazê-lo esfria... O inverso também é verdadeiro...

Uma boa vedação é muito importante para se obter um sistema de boa eficiência energética...

Como o ar condicionado central previsto, contempla ventilação,


podemos chegar ao extremo e pensar em vidros externos fixos (vidro temperado) e internos com possibilidade de abertura para permitir a limpeza do vidro e manutenção da persiana.

Desta forma teríamos um isolamento muitíssimo eficaz, desde que a renovação do ar seja feita de forma saudável.

As portas oscilantes, também denominadas “oscilobatentes” (de abrir), nos garantem melhores níveis de isolamento, embora nos tragam alguns problemas de espaço.

Após termos conseguido um bom nível de isolamento térmico e uma boa vedação, assim que atingirmos a temperatura desejada, só necessitamos de repor as pequenas perdas do sistema.

E isso se traduz num reduzido gasto energético.


É agora que a massa cinzenta
(quando existente)
entra em ação...

Quem está ligado nas energias alternativas já ouviu falar de

energia geotérmica ou geotermal.

É a utilização do calor latente da terra para gerar vapor que depois é transformado em eletricidade – simples assim.

Embora a injeção de água no solo gere tremores de terra
é sem duvida um recurso muito interessante mesmo requerendo algumas conjunções para se tornar possível (ser uma zona onde o magma esteja quase aflorando e com bons recursos hídricos disponíveis para injetar na crosta terrestre).

Neste link tem vários sites onde nos podemos inteirar sobre energia geotérmica


Já a energia geotérmica passiva é muito pouco divulgada (pelo menos deste lado da poça) talvez por ser tão subtil.
(poça = oceano atlântico - nota do autor)

Em Coober Pedy



– a capital das opalas situada no tórrido deserto Australiano, grande parte das pessoas vive em cavernas debaixo da terra onde desfrutam de

confortáveis 25 graus Celsius
sem o uso de ar condicionado...

Os produtores de vinho também recorrem à mesma magia, fazendo suas caves debaixo da terra...


É de conhecimento geral e não tem nada novo...
Só não é devidamente explorado, pelo menos aqui no Brasil...

Não consegui encontrar estudos conclusivos da variação da temperatura com a profundidade, talvez porque varie com o tipo de solo, umidade, etc., mas todos parecem ser unânimes que a temperatura cai para valores entre 14 e 18 graus centígrados a profundidades entre 1 e 4 metros e se mantêm quase que estável durante todo o ano.

Se a temperatura desejada é de 22 a 24 graus no verão, parece que encontramos uma excelente fonte energética para baixar a temperatura ambiente.

Como não queremos viver debaixo da terra, é só trazer essa energia para dentro dos nossos cômodos bem calafetados e isolados e teremos um
ar condicionado central ecológico e
com um gasto energético quase nulo.

No site que aqui forneço o link:
podemos ver que o assunto não é novo, muito embora a abordagem seja muito complicada e dispendiosa.

No entanto, no edifício modelo Solar XXI,


essa abordagem foi feita de modo simples e muito eficaz, provando que com um investimento relativamente pequeno se consegue fazer um ar condicionado central usando a
energia geotérmica passiva.

Para download:


Como podem verificar, só são necessárias algumas ventoinhas para ajudar no deslocamento do fluxo, que podem facilmente ser alimentadas por painéis solares fotovoltaicos.

É claro que as janelas não deverão ser expostas diretamente à luz solar e o ar retirado poderia transmitir a sua carga energética ao novo ar (sistema tube-on-tube que aparece no modelo anterior).

Nas habitações onde normalmente os moradores estão ausentes durante o dia, não se faz necessário a renovação de ar, podendo este circular em circuito fechado com perdas energéticas mínimas.

Se adicionarmos lâmpadas de ultravioleta,
e alguns filtros no sistema de captura de ar,
teremos como resultado um
ar fresco
limpo
e
desinfetado
...
...Simples assim...

Mesmo sabendo que o edifício foi projetado para funcionar em Lisboa, caso o modelo não comporte os picos de determinados micro-climas, podemos recorrer a um outro tão simples quanto este e que poderá ser acionado em casos extremos.

Pessoalmente não creio ser necessário este sistema redundante, mas vou expô-lo aqui já que também é bem simples e funcional.

Se por de baixo do edifício tivermos as cisternas de estocagem de água da chuva, a sua temperatura será inferior 24 graus mesmo nos dias mais quentes, podendo ser usada em radiadores de alumínio fazendo assim baixar rapidamente a temperatura ambiente.

Não estou utilizando o piso radiante pelo fato deste usar e ser inserido em materiais muito isolantes, o que faz com que a estabilização da temperatura seja demorada, no entanto é uma opção também.

O transporte dessa água para uma caixa no topo do edifício pode ser feito por bombas de água de baixo consumo durante o dia e serão alimentadas por painéis solares também.

Lembremo-nos que o ar condicionado só se faz necessário em dias quentes e de grande insolação, que é quando os painéis fotovoltaicos são mais eficientes.

Nesse aspecto os países tropicais têm mais sorte...
Então tal como prometido vos apresentei:
duas formas de como fazer um ar condicionado central usando energia solar,
sem fazer uso de tecnologia de ponta e sem demagogia...
E de quebra ainda limpei e desinfetei o ar...

Um a zero meu favor...





sábado, 15 de maio de 2010

007 – Cidade Verde – 50.000 habitantes



Primeiro quero comemorar ter ultrapassado os 1000 visitantes (metade sou eu mesmo nas minhas postagens, mas ninguém necessita de saber disso) e a crescida exponencial dos meus seguidores declarados... Tudo bem, são todos família, mas conta, pelo menos é um Blog familiar (rss)...
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Após toda aquela filosofia barata, chegou a hora da verdade, começar a falar da cidade em si...
Promessas é o que não faltam em todos aqueles quesitos quase utópicos, mas promessas os ventos levam...

O primeiro quesito nos fala de

50.000 habitantes felizes...

Os 50 mil habitantes são fáceis de resolver e explicar,
mas agora os felizes é que é difícil,
pelo menos no mundo que conhecemos...

Vamos primeiro ao mais fácil – 50.000 habitantes


Por que 50.000 habitantes?

Por duas razões em especial:

1ª. – Caso algum dia alguém pense em fazer algo assim, não vai querer fazer um projeto para 1milhão de pessoas com certeza...


2ª. – É aquela cidade pequena, quase um grande bairro ou município, em que dá para se conhecer de vista, quase todo o mundo...
E esses 50 mil seriam alocados em 12 bairros.
Os bairros compostos de 6 condomínios e cada condomínio com cerca de 700 pessoas em quase 200 apartamentos de 3 quartos...


Eu não disse que essa era fácil...
Agora vamos à parte difícil – O “FELIZES”.


Se eu vos disser que:
No condomínio haverá uma fantástica área de lazer, com direito a piscinas, saunas, salão de festas, churrasqueira, forno de pizza, fitness Center, spas, playground, espaço gourmet, salão de jogos para diferentes idades, espaço kids para criançinhas pequenas, playground ao ar livre, quadra poliesportiva, espaço arte e artesanato, etc.

Já dá para começar a ver alguns sorrisos...
Poderão não ser de plena felicidade, mas já é alguma coisa,
digamos um bom começo...

Mas se os apartamentos tiverem
ar condicionado central

que funcionam durante todo o dia só com um pequeno uso de energia solar, a coisa melhora bastante...

E se com o apartamento forem oferecidos dois carros ao casal...
Uáu...
Os olhos se arregalam em sinal de descrédito...


Mas quando eu vos disser que o combustível desses carros será gratuito e em vez de poluir vai expelir ar mais limpo...

Vocês começam a achar que eu estou viajando na maionese...
Tudo isso numa cidade com segurança quase total, com vagas gratuitas para todo o mundo, sem engarrafamentos...


Isso já é demais o “cara pirou”...


E se eu vos disser que essa cidade
não tem semáforos,
nem cruzamentos,
nem entroncamentos,
nem passadeiras...

E que os seus filhos não vão ter necessidade de sair do condomínio até terminarem a escola primária...

E que você pode percorrer toda a cidade de bicicleta pelas ciclovias exclusivas existentes...

E que basta atravessar a rua na frente do seu condomínio para encontrar todas as lojas de bairro que você necessita, além do posto de saúde e do seu escritório caso necessite de um...

E que semanalmente lhe entregarão graciosamente
3.5 kg de frutas e verduras...


Tudo isso de forma auto-sustentável
poupando muita energia e
“Carbono Free”...


Aí você pergunta entusiasmada:
Mas onde fica esse paraíso?...

Ou pelo menos se indaga:
Mas é possível criar tal paraíso?...

Depois você cai de volta na terra e pergunta desconfiada:


Mas quanto custa esse paraíso?...

Essa é a parte mais agradável...

Quase ao mesmo preço de um
apartamento de classe média...

Talvez com um pequeno acréscimo (20%), chamemos-lhe de...
...taxa ecológica ou taxa da felicidade...
(me saí bem...)

Isso é o que vos garanto, e é por isso que eu digo que serão

50.000 habitantes felizes...

Não estou brincando não...

Por mais utópico que pareça é simples e de fácil execução...

Haverá alguns compromissos, e alguns hábitos terão que ser mudados ou ajustados, mas nada que afete muito a vivencia normal e os benefícios serão imensos.


É com certeza uma nova forma de vida...






terça-feira, 11 de maio de 2010

006 – Cidade Verde - Filosofia


Primeiro tenho que comemorar mais dois seguidores...
Tudo bem são familia, mas continua contando...

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Além dos quesitos já mencionados temos que ver qual a filosofia desta cidade...
Vamos ao mais importante:
Qual o seu objetivo principal?
Essa é fácil...
Felicidade e qualidade de vida...

Mas atingida de que forma?... É uma cidade só para ricos?

Vou primeiro vos mostrar qual a minha definição de riqueza nos moldes como a conhecemos:

- Privilégio de usufruir muito mais do que necessita
e ostentar de forma quase patética...

Se partirmos do principio que só temos um cobertor e que quando o puxarmos demais para nós alguém vai ficar descoberto, vemos que
a riqueza, não pode ser muito bem vista...

A errada conotação “dinheiro versus felicidade”, tão exacerbada pela mídia, impulsiona-nos na falsa direção do acumulo dos bens materiais, mas que quando alcançado tal objetivo, verificamos ser um logro e
o “ELDORADO” prometido não passa
de um deserto quase inóspito...

O fulgor encontrado na aquisição de um determinado bem logo se esvai, nos empurrando na procura do próximo a fim de tentarmos manter certa sanidade existencial...

Alguns recorrem à religião entregando a terceiros a responsabilidade da direção e o significado da sua vida...

Outros partem para o poder e acabam se corrompendo com ele...

Depois de ter esgotado todas as possibilidades que estiveram ao meu alcance, para entender ou compreender a minha existência, segui o caminho que me pareceu mais lógico...

Quando não tem solução – solucionado está...

Se não encontro razão para a vida, talvez ela (razão) não exista (pelo menos para mim) então, o melhor mesmo é
usufrui-la da melhor e mais digna forma possível...

É aí que entra a FELICIDADE...

E o que é preciso para se ser feliz?...

Bem esta é uma das perguntas de um milhão de dólares...

Já que cada um nós
encontra a sua felicidade em coisas bem distintas...

No entanto existem algumas coisas em comum, como que pré-requisitos, e é desses que vou tratar:


1o. Segurança

Uma das razões para pagarmos os nossos vultosos impostos é a segurança...
Como sabemos, o estado está recebendo (e muito) e não está fazendo a sua parte...

E sem segurança não pode haver a almejada felicidade...
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2o. Paz
Esta eu nem necessito conjeturar de tão obvia que é...
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3o. Justiça

Ahhhh justiça como ela está longe...
Está tão distante que quase nem se vê e
chegamos a duvidar que ela exista...

Aqui no Brasil então a coisa está ruim mesmo...
São escândalos atrás de escândalos...
Até juízes do superior tribunal de justiça (STJ) aparecem neles...

As cadeias estão cheias de ladrões de galinhas, mas os grandes saqueadores do povo, esses
vivem principescamente em
lautas mansões em zonas privilegiadas...

Mais uma vez o estado falha redundamente, expondo seus filhos à maldita corrupção e aos mais vis assaltantes e quadrilhas de colarinho branco...

Se alguém deseja viajar no tempo deve começar a procurar nas entrelinhas da justiça, já que penas de 30 anos passam em meros segundos ao som de um martelo de eficácia no mínimo, duvidosa...

Sem justiça não pode haver felicidade...
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4o. Estabilidade

Se você tem mais de 20 anos, já sabe do valor da estabilidade, ou da falta dela...

É um dos principais fatores na busca incessante pelo acumulo de bens, pois se ninguém nos garante o que vai acontecer no futuro, o melhor é nos precavermos.

A estabilidade empregatícia essa então, nem se fala mais...
Aliás, o novo slogan é – se você não trocou de emprego nos últimos seis meses é porque está desatualizado ou o mercado não lhe encontrou mais valor...

Mas a pergunta se levanta:
E quem vai se sentir feliz numa instabilidade destas, em que o seu nome pode constar na próxima lista de cortes orçamentais a fim de a empresa poder ganhar mais uns trocados?

E o desemprego está cada vez maior...

Nos países mais desenvolvidos, ainda existe certo amparo aos desempregados, mas nos em vias de desenvolvimento é cada um por si...

Sem estabilidade não existe felicidade...
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5o. Saúde

A saúde não pode ser entregue na sua maioria ao setor privado...

A Europa embora não tenha um sistema de saúde a 100% pelo menos encontramos um

atendimento digno...

O pouco que conheço do sistema de saúde norte americano, através de documentários e filmes, creio beirar o vergonhoso... Onde o lucro das grandes corporações que dominam o setor de saúde privado, é colocado à frente das necessidades dos beneficiários, e onde os escândalos são corriqueiros.

Aqui no Brasil, o serviço de saúde publica é no mínimo escandaloso e a classe média é obrigada a pagar um serviço privado de baixa qualidade e a preços exorbitantes...

Quando a pessoa tem mais de 55 anos os valores tornam-se quase impagáveis, atingindo mensalidades de 515 dólares, isto num país onde a aposentadoria para o cidadão comum não excede os 860 dólares.
Eu digo o cidadão comum, porque os servidores públicos chegam a ter aposentadorias milionárias, embora ninguém saiba explicar o porque...

Resultado: os idosos ficam expostos a um sistema de saúde totalmente falido e ineficaz nos últimos dias de sua vida, quais trapos jogados fora por um sistema corrupto, insano e imoral...

Sem um sistema de saúde digno e humanizado
não pode haver felicidade...

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6o. Igualdade

É muito difícil falar de igualdade da forma como o mundo se encontra...

Se a justiça está longe, a igualdade então deve estar
noutro sistema solar
ou quiçá
noutra galáxia a anos luz de distancia...

E o pior é que a desigualdade e a intolerância andam de mãos dadas e formam uma dupla muito triste...

Nos Estados Unidos, a fim de justificarem o racismo latente pegaram num grupo de garotos de raça negra, do mais baixo nível social encontrado e proporcionaram-lhes uma boa educação...

Resultado...

Tornaram-se cidadãos tão bons quanto
os mais branquinhos loiros de olhos azuis...

Simples assim...

Necessitamos de promover um sistema igualitário de oportunidades para que depois sim, eles encontrem e definam os seus caminhos de forma individualizada.

E de uma vez por todas,

acabar com essa tal de intolerância...

Nisto só a educação e cultura conseguem dar jeito...

Sem igualdade não pode haver felicidade plena...
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7o. Liberdade

Liberdade numa sociedade evoluída é um
assunto muito complexo...

É difícil de encontrar uma boa definição...

Ela tem que
estar muito junta com o respeito
como se uma não coexistisse sem a outra...

É um ponto de equilíbrio que tem que existir, e que é fundamental numa cultura dita “civilizada”.

Sem liberdade e respeito não pode haver felicidade...
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8o. Princípios e dignidade

Coloquei os dois juntos por considerá-los complementares...

Necessitamos de princípios para podermos ter uma vida digna e que

valha a pena viver e nos orgulharmos dela...

Vejo que conforme caminhamos para este caos anárquico, quase sem lei nem justiça, e de segurança precária, onde os princípios são cada vez mais relevados para segundo plano, restando-nos somente as leis primitivas e instintivas da sobrevivência, que como todos nós sabemos, são bem primárias e destrutivas...

Sem princípios e dignidade não pode haver felicidade...
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9o. Esperança

É a última coisa que se pode tirar de um povo, ou de um indivíduo.

Sem esperança não vale a pena viver...

Muito menos ser feliz...

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sábado, 8 de maio de 2010

005 - Novo paradoxo...

Antes de voltarmos às questões energéticas, tenho que comemorar o meu primeiro seguidor...

É claro que é meu amigo de infância, mas conta...

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O outro paradoxo que temos de enfrentar é o seguinte:

Tudo o que fizermos em prol do ser humano tem impacto negativo na energia...

Vejamos:



Então como se não bastasse o problema energético ainda temos este paradoxo que temos que resolver...

Então como resolver o problema, quais as nossas prerrogativas?...



1º. Explosão demográfica

É necessário e obrigatório resolver esse grave problema...
Neste momento, a estabilização já não é suficiente, vamos ter que reverter o quadro...

Seria bom voltarmos para o patamar confortável dos 3 a 4 bilhões de habitantes e para isso não são necessárias leis, só...

...educação e cultura podem resolver...

...Veja-se o exemplo Europeu...

É claro que incentivos governamentais, como ligação das trompas gratuita, contraceptivos gratuitos, descontos na educação do primeiro filho, campanha educativa na TV, trabalho nas escolas primárias, etc., são muito bem vindos e só tendem a efetivar a mensagem.

Sem este assunto realmente resolvido, não adianta sequer analisarmos o resto...

... é total suicídio...

Crescimento populacional = crescimento da miséria

Temos que ser conscientes, que para podermos garantir dignidade ao ser humano, é necessário proporcionar-lhe:

Educação
Habitação
Alimentação
Vestuário
Saúde
E usufruto de todos os avanços tecnológicos existentes possibilitando-lhe assim uma plena inserção na sociedade

A única coisa boa da superpopulação é a variedade genética, mas de que adianta isso se deixamos morrer à fome os espécimes?...

Nós não sabemos por que estamos aqui, nem o que estamos aqui a fazer, mas uma coisa é certa, de nada adianta sermos
abençoados com a glória da vida
para depois a desperdiçarmos
vivendo-a na miséria e no caos...

Pessoalmente considero que sem felicidade não vale a pena viver... Agora apelidada de FIB (Felicidade Interna Bruta), para isso ser possível tem de haver:

Paz
Entendimento
Estabilidade
Compreensão...

E tudo isso é posto em risco quando nos precipitamos no

...abismo da superpopulação...


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2º. Matriz energética renovável

Já não existe quaisquer dúvidas que só as energias renováveis nos permitirão continuar com esta civilização, pelo que temos que nos direcionar rapidamente nesse sentido, a fim de evitarmos sérios problemas no futuro próximo.

Não podemos continuar à espera de um milagre tecnológico...

40 anos que estamos à espera do hidrogênio, e ainda

estamos muito longe da solução...

Prometeram-nos

... a fusão nuclear, o “poder das estrelas”...

Mas ainda está só na promessa, e mesmo que atingido tal santo graal, só daqui a trinta anos estará à nossa disposição...


A fusão nuclear a frio,

que após ter sido totalmente desacreditada, voltou a ser estudada,

mas ainda sem quaisquer resultados...

Na energia nuclear, se conseguirmos descontaminar o subproduto radiativo, poderia haver uma alternativa, embora pouco urânio exista,

mas também não está solucionado...



É claro que todos nós sabemos do problema da

baixa eficiência das energias sustentáveis

que atualmente temos ao nosso dispor (19% nos Fotovoltaicos), mas até agora andamos em

carros só com 30% de eficiência
despejando milhões de toneladas de CO2
e outros poluentes na atmosfera

e parece estar todo o mundo feliz...

Tem mais...

Nesta ponta final, quando nos agarrarmos ao carvão, como ultima réstia de energia fóssil existente, os níveis de poluição irão disparar todos os alarmes e talvez se consumem algumas das

profecias mais macabras de alguns cientistas:

Derretimento das calotas de gelo...
Parada da corrente do golfo...
Subida da temperatura da água do mar proporcionando a liberação do gás metano aprisionado no fundo dos mares
(22 x mais poluitivo que o CO2)...
Subida do nível dos mares engolindo maior parte das grandes capitais do mundo...

Aí não tem mais jeito...

A natureza já deu o jeito dela...


Creio ter chegado à altura de darmos as mãos, pegarmos o que temos e

começarmos uma nova vida...
Uma vida consciente e responsável...






3º. Redução do consumo per capita

Temos que nos conscientizar que não podemos manter este

...nível de consumo desmesurado...

Ar condicionado funcionando o dia todo...
Carros que mais parecem camionetas para levar um cidadão...
Viagens e deslocamentos desnecessários...
Casas sem qualquer isolamento térmico...
Ambientes sem iluminação natural suficiente...
Engarrafamentos colossais ...
Geladeiras que mais parecem cômodos...
Montanhas de lixo...
Etc. ...

Temos de adotar duas posturas fundamentais:

Poupança e eficiência...

Existe muita coisa que podemos resolver só com o uso da nossa massa cinzenta...

Podemos manter um excelente nível de conforto, mesmo

baixando significativamente o consumo...

Em alguns casos inclusive, podemos ultrapassar os atuais níveis de conforto e consumir quase nada...

É aí que entramos nas cidades inteligentes, pensadas e construídas de forma a

minorar os gastos energéticos
e de quebra,
aumentar a qualidade de vida

cada vez mais escassa nos tempos de hoje...

Isso mesmo,

as eco-cidades
ou

...cidades verdes...





domingo, 2 de maio de 2010

004 - Reflexões - Há salvação?...

Bem... Já me chamaram de

“Nostradamus português”,

e me acusaram de ser

Alarmista...

Realmente só estou falando de desgraça...

Vamos às boas notícias...

União Européia

Ela já vem reagindo de forma bem consciente a toda esta problemática, combatendo e resolvendo os principais problemas...

estabilizou a sua taxa de expansão demográfica, e está declaradamente na vanguarda das energias renováveis...



Em 2008, a União Européia respondia por 54% da energia eólica produzida no mundo e por 81% da energia solar fotovoltaica.



Na sua estratégia prevê que em 2050, 50% da sua energia elétrica irá ser produzida pelo vento, 12% pelo sol e já se estão realizando estudos para se fazer uma grande central no deserto do Saara para suprir cerca de 15% das suas necessidades energéticas...

A energia hidroelétrica que atualmente responde por 16%, também irá crescer um pouco, e temos ainda a biomassa...

...Será suficiente para fechar a conta?...


Estados Unidos

Embora suas reservas de carvão sejam as maiores do mundo, quando da extinção do petróleo (2042) e do gás (2047) a pressão exercida sobre o carvão vai fazê-lo

...extinguir por volta de 2088...

De 2007 a 2009 vem investindo bastante em energia eólica embora sua produção per capita ainda esteja 30% menor que a UE, mas se atendermos a que o seu consumo per capita é duas vezes superior, vemos o quanto lhe falta investir.


O mesmo não se poderá dizer da energia solar...



Até ao momento apresenta um crescimento pouco significativo, embora se preveja uma boa alteração de rumo...

Em 2008 a União Européia produzia oito vezes mais energia solar per capita que os Estados Unidos da América, liderando de longe este mercado...


Mas o problema mais grave está nos dois grandes gigantes asiáticos...


China e Índia

O despertar da China para o mercado internacional fez explodir a demanda energética e tudo indica que vai continuar crescendo.

Em 2008 consumiu cerca de 2000 Mtep (milhoes de toneladas equivalentes de petróleo) e prevê-se

triplicar o seu consumo até 2030...

Mesmo as suas respeitáveis reservas de carvão (3ª maior do mundo) e considerando uma desaceleração significativa no seu consumo (de 9.8% para 4%)...

...irão sucumbir em cerca de 2032...

Embora continuando investindo muito em energia hidroelétrica,

...em 2030 só atenderá a cerca de
10% das suas necessidades...


Apresenta as maiores taxas de crescimento energia eólica do mundo (mais de 100% ao ano), chegou a respeitáveis 25.8GW em 2008, mas ainda com

uma expressão pouco significativa face
à sua necessidade energética quase insaciável
.


Infelizmente não podemos falar a mesma coisa da energia solar, que apresenta valores totalmente dispares se atendermos às suas necessidades.



Embora se preveja uma forte aceleração nos próximos anos, espera-se que desperte para este tipo de energia sustentável disponível.


A Índia também está acordando, e já se prevêem pressões graves na matriz energética mundial.


Embora com reservas de carvão consideráveis , mas o seu baixo poder energético combinado com um aumento grande no consumo, faz prever a

...extinção das suas reservas em 2040...

O maior problema é o seu

...baixíssimo nível de consumo per capita...

Isso quer dizer que, quando esse gigante, de 1.2 Bi de habitantes, despertar pode-se esperar...
...um novo e considerável aumento
no consumo mundial...


O pior é que não se vê nenhum sinal positivo no caminho das energias renováveis.

A sua energia eólica está com níveis ainda muito baixos
(11 GB - 9 W per capita) e...

... a solar está engatinhando...



Se estes dois gigantes não acordarem para a nova realidade energética que se aproxima, com certeza teremos

...muita desgraça neste mundo...

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E o Brasil?...



Perguntam alguns dos meus leitores, (partindo do principio que eles existem)...

O Brasil está desfrutando de uma quase independência energética no momento, com impressionáveis

47.2% de energias renováveis...



Estas são as boas notícias...

Mas existem más notícias infelizmente...


Atualmente o Brasileiro consome
menos energia que um Chinês...

É claro que enquanto 60% dos Brasileiros se mantiverem no limiar de pobreza o consumo se manterá estável, mas todos nós sabemos que
...essa situação é intolerável...

O consumo está aumentando ao ritmo de 4% ao ano e parece estar vivendo à sombra da sua liderança temporária nas energias renováveis, e se esquecendo de...

...investir na energia eólica e solar...

Apesar de ser um dos países mais privilegiados relativamente à sua...

...capacidade produtiva de energia eólica (350GW),

o Brasil só instalou até ao momento 0,606 GW, apresentando um índice de 3 W per capita, chegando a ser

3 vezes inferior ao da Índia
e
50 vezes inferior à Europa.

Reparem este quadro:



Se o Brasil estivesse acompanhando a UE em energia eólica, estaríamos com uma produção de 30GW, ou seja, a hidro + bio + eólica somariam 144GW, mais do que as necessidades atuais (112GW) e

seria tudo auto-sustentável e carbono free.

As capacidades Brasileiras para usinas solares térmicas são incríveis e não vejo qualquer movimentação nesse sentido...

As centrais térmicas solares compactas lineares Fresnel, creio quase empatarem com o custo de uma usina térmica a gás ou a carvão, tendo a grande vantagem de

não gastar combustível algum...

Sabe-se que só produzem durante o dia, mas também é aí que se dá o grande consumo...

De noite as hidroelétricas e as eólicas colmatam o problema...

Será que não seria de aproveitar a exportação do petróleo, enquanto há, para se investir nesse setor?...

A expansão demográfica e a pobreza têm que ser encarados se o Brasil quiser deixar de ser ter o triste rótulo de...

...País do 3º mundo...

E todos nós sabemos que só a educação vai resolver esse problema...