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Isto “tá” a ficar sério...
Isto “tá” a ficar sério...
Aos meus leitores:
Muito obrigado à Bia e suas amigas que pela segunda vez deixaram comentários calorosos... Também temos recebido elogios de professoras (Maria Rosa e Neilma Guimarães)... Sinto-me muito lisonjeado pelas palavras de encorajamento que deixaram...
Paula, Angélica e Helena, sejam muito bem vindas e obrigado pelos comentários. Relativamente à pergunta da Alexandra Novais de Curitiba, desejo esclarecer que esta cidade verde pode ser construída em qualquer lugar tropical desde que tenha água. Se possível em terreno pouco acidentado e ocupa um quadrado de cerca de 15 x 15 km...
Obrigado também ao casal Paulo Roberto e Elisabeth Vieira e Souza que deixaram um comentário bem caloroso.
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Eu chamei de refrigeração porque a geladeira aqui no Brasil é chamada de frigorífico em Portugal...
30% da energia residencial aqui no Brasil é gasta em refrigeração.
Esse valor é muito elevado e preocupante.
Esse valor é muito elevado e preocupante.
Há algum tempo nos Estados Unidos o governo preocupado com o gasto de energia obrigou os fabricantes a reduzirem significativamente o consumo dos refrigeradores, e assim aconteceu... A indústria conseguiu tornar muito mais eficientes as suas máquinas baixando para metade o consumo, mas... Houve um grande revés... O tamanho das geladeiras mais do que duplicou...Assim não dá...
E o pior é que o resto do mundo olha para isso como sinal de evolução e modernismo...
As geladeiras viraram autênticos cômodos... A antiga despensa, se é que alguém ainda se lembra dela, agora virou geladeira...
E não existe qualquer necessidade para isso...
Nós vamos ao supermercado e encontramos maior parte dos alimentos fora da geladeira...
Os alimentos foram pasteurizados, temos embalagens de última geração para conservação, além da ajuda da química, que nem sempre é bem vinda... E mesmo assim vemos essa tendência...
A grande pergunta é – será que realmente é esse o caminho?...
E logo outra surge...
É mesmo necessário seguirmos por esse caminho?...
Não há ser vivo (pelo menos feminino) que não fique babando quando vemos as novas e super-equipadas cozinhas americanas...E logo outra surge...
É mesmo necessário seguirmos por esse caminho?...
Geladeira enorme em aço escovado, dois fornos gloriosos, ilha de trabalho imensa encimada com um granito polido esfuziante, com uma grande placa de vidro negro com discos por indução... Uma coifa espetacular que mais parece saída de um filme de ficção científica... Armários incríveis... Etc. etc. etc. ...
Lindíssimas mesmo...
Mas...
Alguém está disposto a passar metade da vida pagando por toda aquela parafernália?...
Mas...
Alguém está disposto a passar metade da vida pagando por toda aquela parafernália?...
Não cabe nem nos nossos bolsos nem nos nossos apartamentos...
Tem carros mais baratos que algumas coifas... E apartamentos mais baratos que essas glamorosas cozinhas...
Pensemos um pouco...

Atualmente quase não comemos em casa, receber para comer então nem se fala...
As mulheres reclamam e muito bem, que querem é ir para um restaurante, onde possam curtir realmente a refeição e toda a farra que nela sempre se faz, sem ter que passar 4 horas na cozinha fazendo a comida e outras tantas lavando e arrumando-a que ficou em estado de sítio...Vejam este caso verídico...
A minha cunhada quando estava fazendo o seu enxoval, sempre mostrava em primeiro lugar uma máquina fantástica que fazia quase tudo... Sucos, batia bolos, cortava batatas, cenouras e cebolas em todas as formas possíveis... Incrível mesmo...
Quando casou, usou-a uma vez e nunca mais pegou nela...
O corte das batatas foi realmente em 5 segundos, mas tinha passado meia hora lendo o manual para saber como se montava aquele treco e outra hora lavando aquele montão de peças que pareciam nascer das entranhas daquela demoníaca máquina... Desistiu é claro... rss...
Na ultima mudança para o novo apartamento, não vi aquela máquina por lá...
Deve tê-la dado para alguma falsa amiga ou inimiga declarada mesmo... rss....
Voltando à geladeira...
Quanto maior a geladeira, mais coisas nós vamos colocar lá dentro, necessitemos ou não...Em vez de colocarmos três ou quatro cervejas, que resolveriam plenamente a situação, não... Colocamos a grade toda é claro... Refrigerantes, exatamente a mesma coisa...
A geladeira fica atulhada e a conta de energia dispara é claro...
Isto para não falarmos do freezer...
Ele surgiu nos anos 70 ou 80 para que as pessoas pudessem comprar as frutas e legumes da época e congelá-los para uso posterior...
Fantástico... Muito bom...
Só que os tempos mudaram...
Só que os tempos mudaram...
Não há mais tempo para isso e o mercado também reagiu... Atualmente os mercados têm os seus próprios frigoríficos que permitem um quase completo deslocamento sazonal.
Mas a moda pegou e continuamos vendo muitas pessoas com freezer...
Minha querida sogrinha tinha um até bem pouco tempo... Eu lhe disse vezes sem conta para desligá-lo...Nunca tinha mais de um ou dois frangos congelados nele, que poderiam ficar tranqüilamente no congelador da geladeira, mas ela os mantinha lá para justificar o seu funcionamento...
Em alguns churrascos fez muito jeito sem dúvida, mas um ou dois sacos de gelo também teriam resolvido tranquilamente aqueles problemas pontuais...
.......
É...
A geladeira tornou-se mais um cômodo e bem caro por sinal, que necessita de tempo e atenção inexistentes nos dias de hoje, que normalmente vira uma bagunça de coisas com data de validade duvidosa...

Tal como os gelos antárticos quase que congela a história da família...
Dá para ver a comida que se comeu há quatro meses atrás e que ninguém gostou... Aquele restinho de sabe-se lá o quê... Aquela embalagem que deixou de se fabricar há dois anos atrás e até o pedaço do bolo do casamento do casal que alguns teimam em guardar até ao divórcio...

Vocês nunca repararam que a primeira coisa que a dona de casa faz quando retira uma comida da geladeira é cheirar?...
É para ver se está boa por que ela não faz a mínima idéia de há quanto tempo a colocou lá... rss...
Eu sei que em sua casa não é assim... Só nas casas que eu conheço... rss...
Voltando à geladeira...
Só por volta dos meus cinco ou seis anos é que surgiu a geladeira em nossa casa... (eu sei... sou velho mesmo... rss...)
Até lá, faziam-se compotas, picles e até polpa de tomate se engarrafava...
De vez em quando uma ou outra garrafa acabava rebentando fruto da fermentação de uma esterilização menos cuidada, mas ninguém morria...

Comia-se muito bacalhau (bons tempos – lembrem-se que sou português), muito barato na altura, que por ser seco e salgado não estragava.
Os enchidos defumados também eram muito usados pela mesma razão.
Era assim, antes de haver a geladeira...
É verdade que algumas coisas se estragavam e dependíamos de um abastecimento quase diário de bens frescos...
A primeira geladeira que nós tivemos, e que durou muitos e muitos anos, tinha o tamanho ligeiramente maior do que daquelas que vemos hoje nos quartos de hotéis.
Nós éramos seis ao todo... Meus pais, meus dois irmãos e um primo que passou lá quase toda a juventude e aquela geladeira deu muito bem para a nossa família...
Será que as coisas mudaram assim tanto?
É claro que mudaram muito, mas nem tudo para melhor...
Vamos ver se conseguimos melhorar a situação?...
É claro que mudaram muito, mas nem tudo para melhor...
Vamos ver se conseguimos melhorar a situação?...

Faz parte de cada condomínio na nossa cidade verde, uma grande área com cerca de 11.500m2 (maior que um campo de futebol – aproveitando o clima da copa) destinada ao cultivo de uma horta orgânica é claro e uma pequena parte dedicada a uma horta medicinal.

O fato de termos uma horta “no nosso quintal” retira a pressão sobre a geladeira desses itens...
Comecei bem...
Vamos ver se consigo manter o nível...
Vamos ver se consigo manter o nível...
Se a isso somarmos um supermercado enfrente ao condomínio, que muito provavelmente terá um serviço delivery gratuito, vemos que poderíamos muito bem viver quase sem geladeira...
Xi... Arrasei... rss...

Então uma pequena geladeira com certeza resolverá aqueles pequenos problemas de conservação: O catchup, a mostarda, o pacote de ervilhas que não se gastou todo, etc., desde que tenhamos o tempo e a preocupação de não deixarmos congelar a nossa história por lá... rss...

Se por alguma razão a localização da nossa cidade verde, não permitir o aproveitamento da energia eólica (são necessários ventos com velocidades mínimas de 4.5m/s), podemos recorrer à técnica de banco de gelo (ice bank) muito usada nos Estados Unidos (não sei porque aqui não se usa já que é pelo menos duas vezes mais rentável)

Atualmente essa técnica é utilizada para o chamado desvio de pico (Off-Peak Cooling), ou seja, produz-se gelo quando a energia é mais barata e no pico de consumo quando a energia é mais cara usa-se o gelo na refrigeração.
No nosso caso poderíamos produzir gelo durante o dia, e à noite a refrigeração seria feita pelo gelo acumulado.
É uma técnica muito simples e fácil e qualquer fabriqueta de geladeiras faz isso facilmente...
Maior parte das pessoas não sabe, mas...
Clique para aumentar
A energia no comercio aqui no Rio de Janeiro no horário de pico (17:30 às 20:30) é 7.77 a 8.70 vezes mais cara que no horário normal, ou seja, o consumidor paga por uma hora de consumo o mesmo que por 7.77 a 8.70h no horário normal.http://www.lightempresas.com.br/web/atendimento/tarifas/tevalor.asp?mid=868794297228722672287226
Se nós arredondarmos para 8 vezes para ficarem mais simples as contas, as 3 horas do horário de pico custam o mesmo que (3x8) 24horas de tarifação normal...
Por aqui dá para sentir o drama e a pressão existente na energia atualmente e quanto nos está saindo do bolso, pois somos nós que pagamos tudo isso é claro...
Bem...
Então com uma pequena geladeira, que provavelmente consumirá quase metade das atuais e com legumes frescos e de graça fechamos com êxito mais um quesito importante...
Então temos até agora:
Ar condicionado central natural alimentado por painéis solares
Apartamento com boa iluminação natural em todos os cômodos
Iluminação noturna inteligente e com lâmpadas muito econômicas
E agora uma geladeira pequena, mas que resolve as necessidades...
Horta “no quintal” com legumes frescos e gratuitos...
Ar condicionado central natural alimentado por painéis solares
Apartamento com boa iluminação natural em todos os cômodos
Iluminação noturna inteligente e com lâmpadas muito econômicas
E agora uma geladeira pequena, mas que resolve as necessidades...
Horta “no quintal” com legumes frescos e gratuitos...
Mas “tá” bom demais...
Será que se manterá assim?...
Será que se manterá assim?...
Não percam os próximos capítulos de cidades verdes...
(eu sei... Está parecendo novela mesmo...rss...)



